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	<title>Desde 1983 &#187; história</title>
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	<description>A casa virtual de Rodrigo Saling</description>
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		<title>Cumprimentos</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Mar 2007 02:41:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[cumprimento]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
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		<category><![CDATA[tutorial]]></category>

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		<description><![CDATA[Lista com maneiras de cumprimentar alguém que você não lembra o nome <a href="http://www.desde1983.com.br/2007/03/cumprimentos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Percebi que na volta às aulas, depois de quase 3 meses de férias com muita cerveja, eu não lembrava mais o nome dos meus colegas. Lembrava dos rostos, mas o nome&#8230; E a situação fica ainda mais incômoda quando um deles chega puxando papo e fala o teu nome, e tu ficas ali, tentando lembrar o nome da criatura e nenhum que vem à cabeça é o correto.</p>
<p>Por esse motivo, vamos tentar criar uma técnica para enrolar, ou não, a conversa com qualquer pessoa que você conheça, até o nome do ser humano à sua frente ficar na ponta da sua língua.</p>
<p><span id="more-13"></span><strong>1. Usando o lado emocional</strong>. Vem aquela pessoa que tu gostas, por quem tu tens um carinho especial, é muito querida, mas, qual é o nome dela mesmo?</p>
<p>— Oi Rodrigo! Tudo bem?<br />
— Oi&#8230; (o segundo cruel) <em>querida</em>! Comigo tudo, e contigo? — use palavras legais como <em>querida(o), amiga(o), gatinha(o), guri(a), muleque, parcero, teu, meu, faxa</em> e afins.</p>
<p>Ou é aquela pessoa que você <strong>não </strong>gosta.</p>
<p>— E aí Rodrigo? Beleza?<br />
— Tudo certo <em>seu mané</em>. <em>Já se f*deu hoje</em>? — parta para a baixaria e se livre rapidamente da pessoa, enquanto os socos na cara não te deixam inconsciente no chão.</p>
<p><strong>2. Usando relacionamentos com a família</strong>. Mostra que você tem uma certa intimidade com a pessoa e a família dela.</p>
<p>— Oi Rodrigo! Tudo bem?<br />
— Tudo bem comigo! E com&#8230; (rápida olhada para cima) <em>a filha mais querida do Seu João</em>?<br />
— Ele morreu ontem. —pode acontecer daquela pessoa que é a referência não existir mais.<br />
— &#8230; (agora olhe diretamente para cima, para o céu, junte a palma das mãos, se ajoelhe no chão e tente parecer o mais católico possível).</p>
<p><strong>3. Usando movimentos bruscos com o corpo</strong>. Mostre que você não tem problemas em se relacionar com pessoas do mesmo sexo e chegue junto.</p>
<p>— E aí Rodrigo? Tudo em cima?<br />
— Vem aqui cara! <em>Humpfff</em>&#8230; (um abraço forte, de urso).<br />
— Tu tá loco meu? Vai si f*dê seu b*cha! — a pessoa vai rapidamente embora, mas os outros espectadores da cena podem ficar pensando coisas de você.</p>
<p><strong>4. Usando o longo tempo que não se vêem ao seu favor</strong>. Qualquer desculpa é válida.</p>
<p>— E aí Rodrigo? Ainda se lembra de mim?<br />
— Não lembro. <em>Estou cego. Caiu ácido nos meus olhos</em>.<br />
— Você não deveria estar usando óculos escuros?<br />
— (pensa pensa pensa) <em>Foram roubados há pouco</em>, ainda não comprei novos.<br />
— E a tua bengala?<br />
— (mas que droga! pensa pensa pensa pensa) <em>Escorregou bueiro a dentro e não consegui mais pegar</em>.<br />
— Teus olhos me parecem normais. Que tipo de ácido foi esse?<br />
— (muita calma, não ponha tudo a perder, escolha um nome difícil) É <em>ácido acetilsalisílico</em>. Muito forte. Está destruindo as calotas polares.<br />
— Isso é <strong>Aspirina </strong>rapá! Tu tá me enganando safado?<br />
— &#8230; (caia no chão dizendo que a pessoa a sua frente está te batendo e espere que alguém te ampare. Ou espere que seu amigo comece a te bater mesmo).</p>
<p><strong>5. Usando sua cara-de-pau</strong>. Fique marcado para o resto do mês como aquela pessoa que passou por mim e fez que não me viu.</p>
<p>— Oi Rodrigo! Tudo bem?<br />
— &#8230; (olhe para o outro lado, ponha as mãos em formato de concha nas orelhas, como se quisesse ouvir uma música mais atentamente e comece a dançar enquanto passa descontraidamente ao lado do seu amigo).</p>
<p><strong>6. Usando a sua completa falta de neurônios</strong>. É tipo aquela luta: vale-tudo.</p>
<p>— Oi Rodrigo! Tudo bem?<br />
— <em>Aaaaaaaaa alienígena! Aaaaaaa</em>&#8230; (saia correndo para o lado contrário do seu amigo, em zigue-zague, tropeçando nas coisas e nas outras pessoas).</p>
<p><strong>7. Usando a verdade</strong>. Deixei por último porque é a maneira mais ineficaz, mais chata e mais difícil.</p>
<p>— Oi Rodrigo! Tudo bem?<br />
— <em>Mil desculpas, mas não recordo o teu nome. Qual é mesmo?</em><br />
— Nunca mais fala comigo seu ingrato! — pois é, a verdade às vezes é cruel.</p>
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		<title>Diminutivos</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jan 2007 02:12:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[diminutivos]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma conversa entre Mariazinha e Joãozinho só com diminutivos <a href="http://www.desde1983.com.br/2007/01/diminutivos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>— Oi Pedrinho!<br />
— Oi Mariazinha!<br />
— O que tu estás fazendo queridinho?<br />
— Chutando pedrinhas, e você?<br />
— Catando conchinhas. Como você está?<br />
— To bem fortinho porque às vezes jogo um futebolzinho. E como vai teu bracinho?<br />
— Tá quase curadinho, depois daquele tombinho, eu prometo usar capacetinho.<br />
— Que bonzinho! Tu queres ir lá em casa comer um bolinho?<br />
— Tem suquinho também?<br />
— Claro que sim! Mamãezinha faz tudo por mim.<br />
&#8230;<br />
<span id="more-44"></span>— Que casa bonitinha a sua Pedrinho!<br />
— Brigadinho Mariazinha. Vamos entrar pela portinha da cozinha.<br />
— Que cheirinho maravilhoso!<br />
— É minha mãe fazendo docinhos.<br />
— Como eles são bonitinhos. Posso dar uma mordidinha?<br />
— Só se lavares as mãozinhas primeiro. Vou te mostrar onde fica o banheirinho.<br />
&#8230;<br />
— Que pequeninho que ele é.<br />
— É para a gente poder lavar as mãos mais juntinhos.<br />
— Hummmm&#8230; agora que eu vi Pedrinho, que shortinho mais curtinho!<br />
— É para eu não ficar suadinho nas perninhas.<br />
— Como elas são peludinhas Pedrinho.<br />
— É porque já sou homemzinho Mariazinha.<br />
— Onde tu vai levando minha mãozinha Pedrinho?<br />
— No meu ********zão!<br />
— Aaaaaaa perdeu o jogo!!<br />
— Não me agüentei, tive que pôr um aumentativo no diminuto, assim minha auto-estima não se abala tanto.<br />
— Não tem probleminha. Vamos lá pro teu quartinho fazer uma coisinha, já que somos crescidinhos e não precisamos de continhos de fadinhas.</p>
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		<title>Como votar dia 29 de Outubro</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Oct 2006 18:25:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>

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		<description><![CDATA[Reflexões sobre o segundo turno seus pontos negativos e negativos <a href="http://www.desde1983.com.br/2006/10/como-votar-dia-29-de-outubro/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Escrevendo agora o segundo turno do texto <a title="Link para o artigo sobre primeiro de outubro" href="http://www.desde1983.com.br/blog/como-votar-dia-1%c2%ba-de-outubro/">Como votar dia 1º de Outubro</a>, vou explicar como votar amanhã, no último dia de eleições dessa porcaria de Brasil. Mas antes, algumas considerações.</p>
<p><span id="more-34"></span>Ahhhhh&#8230; o segundo turno. Aquele momento mágico em que temos que votar em uma de duas pessoas, sendo que talvez tu não tenha votado neles no primeiro turno e continua não querendo votar neles no segundo.</p>
<p>Ahhhhh&#8230; o segundo turno. Aquele momento mágico em que, após um tempão, a programação na TV volta ao normal e você não fica mais triste quando senta no sofá para ver um filme e é abruptamente interrompido com aquela fra <em>Interrompemos nossa programação normal para a exibição do programa político eleitoral obrigatório completamente fútil de responsabilidade dos partidos políticos de acordo com a lei que não presta pra nada. Dentro de 40 minutos voltamos com nossa programação normal.</em></p>
<p>Ahhhhh&#8230; o segundo turno. Aquele momento mágico em que, pelo menos aqui no Rio Grande do Sul, temos que decidir entre 2 números, 13 ou 45, tanto para governador quanto para presidente, sendo que (lá vem&#8230;), o primeiro é número do azar e o outro é daquela idade em que, se você já não tem dinheiro suficiente para se sustentar no resto da vida, você tem que ir morar com os pais. Ou seja, os dois são ruins.</p>
<p>Ahhhhh&#8230; o segundo turno. Aquele momento mágico em que descobrimos todos os podres sobre os candidatos, que não valerão nada durante 4 anos, até a próxima campanha para que cada um jogue na cara do adversário o que o outro fez que eu não fiz, mas podia ter feito e que você não fez porque não estava no governo que eu não governei, porque você estava lá porque eu não votei em você porque ele não quis ser o representante do povo perante você, que estava apenas andando por aí tentando conseguir votos para nós que cá estamos sem ter o que fazer.</p>
<p>Ahhhhh&#8230; o segundo turno. Aquele momento mágico em que vamos novamente acordar cedo no domingo para votar em alguém que achamos que vai ser bom, mas não temos certeza de nada, porque ninguém mais é confiável.</p>
<p>Vocês querem dicas de como votar? Não me perguntem, ainda não decidi em quem votar e nem vou importunar a calculadora com essa conta macabra.</p>
<p>t+ e bom voto amanhã. Que Deus nos acuda.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Visa e suas utilidades</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Oct 2006 23:14:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[MacGyver]]></category>
		<category><![CDATA[VISA]]></category>

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		<description><![CDATA[O cartão de crédito Visa não serve só para pagar suas contas, serve para ajudar as pessoas <a href="http://www.desde1983.com.br/2006/10/visa-e-suas-utilidades/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu estava no colégio Americano hoje à tarde esperando o início da aula de teatro, sentado em uma cadeira qualquer. Crianças corriam de um lado para o outro, se esbarrando, se quebrando e afins, enquanto um pai esperava por algo encostado na grade da escada.</p>
<p><span id="more-27"></span>Sua filha chegou carregando o que acredito ser um <a title="O brinquedo do demônio" href="http://www.hasbro.com/furby/" target="_blank">Furby</a> ou alguma imitação paraguaia-chinesa do mesmo. Ela reclamava que o pequeno bichinho não mais funcionava. Seu pai, possivelmente um engenheiro da NASA, parente do MacGyver ou simplesmente alguém que sempre se vira bem em situações complicadas, tirou a carteira do bolso e sacou seu Cartão Visa.</p>
<p>Ele não era feito de ouro ou algo que o diferenciasse dos outros cartões, ele simplesmente era um Visa e nada mais. E não era Mastercard, pois havia uma <a title="Google Imagens para " href="http://images.google.com.br/images?q=logo%20visa&amp;ie=UTF-8&amp;oe=UTF-8&amp;rls=org.mozilla:pt-BR:official&amp;client=firefox-a&amp;um=1&amp;sa=N&amp;tab=wi" target="_blank">barra azul</a> logo abaixo do selo holográfico. O pai virou o bonequinho de cabeça para baixo e encaixou o Visa na cabeça do parafuso que, após libertado, daria acesso até as pilhas.</p>
<p>Com um espetacular trejeito, o parafuso foi retirado e a figura paterna chegou à espetacular constatação: não havia pilhas. Ele explicou isso para sua filha que saiu correndo para algum lugar o qual não vi. E com o mesmo trejeito, o pai recolocou o parafuso com seu Visa. Guardou o bicho, o cartão na carteira, fez uma cara de satisfeito com o que acabara de realizar e saiu voando pela janela, com sua capa vermelha, digo, azul e amarela, tremulando nas costas.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>American Party</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Oct 2003 13:57:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[americano]]></category>
		<category><![CDATA[colégio]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Sum 41]]></category>

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		<description><![CDATA[A quarta de quatro partes contando a história de como surgem os filmes de adolescentes americanos <a href="http://www.desde1983.com.br/2003/10/american-party/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todos já conhecemos essa história, mas vale a pena ouvir a versão <strong>Rodrigo </strong>da coisa.</p>
<p>As férias de verão estavam se aproximando em toda a rede escolar do país, e a Benjamin Franklin High School não estava fora disso. Seus alunos já estavam contando os dias, as horas, para se verem livres daquela chatice e poderem aproveitar o verão nos clubes, festas à beira do lago e oportunidades de renda nada convencionais por aqui.</p>
<p><span id="more-60"></span>Só que essas férias também marcavam o encerramento do ano, e o fim da vida escolar para a turma 501, que se preparava para organizar a maior festa de formatura que a pequena cidade jamais viu. Seria algo extraordinário, algo que entraria para a estória do colégio. E é justamente nessa turma que vamos focar a nossa estória de hoje. Como vocês poderão ler nas linhas a seguir, aquele realmente não foi um verão normal, pois essa festa ficou conhecida como a&#8230;</p>
<p><strong>American Party &#8211; Where Every Teen Movie Begins</strong></p>
<p>O final das aulas estavam sendo muito divertido para o nosso principal personagem. Na noite anterior, na casa do seu amigo, houve uma festinha regada à pizzas e refrigerantes. O que era muito divertido, mesmo esse não sendo o pensamento de muitos dos seus colegas de classe. Mas além de divertido, tinha sido muito cansativo.</p>
<p>— Joe! Joe! Você já está acordado? São 8:30! Você vai se atrasar para o colégio!<br />
— Hã? Hoje é domingo, não tem colég&#8230;</p>
<p>Realmente, domingo é dia de ficar em casa, fazendo nada. Minutos depois, alguém entra no seu quarto.</p>
<p>— E daí cara? Tá dormindo? Tua mãe me mandou aqui pra ver se tu tava vivo ainda.<br />
— Hã? Hoje é domingo, não tem colég&#8230; Bud? O que tu tá fazendo aqui?</p>
<p>Há um lenda que diz que Steve, quando era menor, estava brincando com seu vizinho Joe enquanto seu pai fazia um churrasco para os amigos. Como os amigos do seu pai adoravam uma cerveja gelada, traziam dúzias e dúzias para o churrasco, e empilhavam tudo em cima da mesa. Acidentalmente, Steve foi tentar pegar seu Homem-Aranha, que também estava em cima da mesa, mas com uma das pernas presa embaixo da enorme pilha de latinhas. Num piscar de olhos, Steve pegou seu boneco e também ficou soterrado embaixo de mais de 50 latinhas de Budweiser.</p>
<p>— Hoje não é domingo e tu tá atrasado pra aula. Vamo cara!</p>
<p>Depois de pouco tempo se arrumando, Joe tascou um waffle da mesa da cozinha, deu um beijo na sua mãe, deu adeus pro seu pai e saiu com seu skate porta afora onde Bud já o esperava com seu triciclo.</p>
<p>— Bud, teus pais ainda não te deram um bicicleta nova?<br />
— Não tem como, essa é a única que eu posso fazer curvas e não cair pro lado.<br />
— Tá bom, vamos passar pela casa da Jackie, pra ver se ela quer ir conosco.</p>
<p>Quem não gostaria de morar naqueles subúrbios americanos em que as ruas são todas retas, planas, com calçadas propícias ao skate, com casas de madeira, cercas brancas e coisa e tal?</p>
<p>— Senhora Rose! Senhora Rose!<br />
— Sim Joe?<br />
— A Jackie ainda está em casa?<br />
— Não, ela saiu faz poucos minutos, talvez vocês consigam alcançar ela antes dela chegar no colégio.<br />
— Obrigado Senhora Rose! Vamos embora Bud.<br />
— Pra onde?<br />
— Pro colégio ora bolas. Vamos rápido. Talvez assim poderemos encontrar a Jackie lá embaixo na avenida.</p>
<p>Sem se darem conta, Joe e Bud não estavam mais sozinhos na rua.</p>
<p>— Ora, ora! Se não é o Joe Banana e seu amigo Bud-Butt-Head. O que vocês estão fazendo aí parados?</p>
<p>Aquele carro vermelho, conversível, logo denunciava que Greg, o quarterback do time de futebol do colégio, estava nas proximidades. E sempre acompanhado por Jennifer, loira, olhos azuis, peitos enormes, enfim, o amor de Joe.</p>
<p>— O-o-oi-i-i Je-e-enni-i-i-fe-e-er. — disse Joe após passar 5 segundos olhando ela.<br />
— Oi Joe.<br />
— Cala a boca mulher. Não se deve falar com estranhos. Hahaha!</p>
<p>Bud além de meio descordenado, tinha sérios problemas com relação a desaforos.</p>
<p>— Ei Greg, não somos estranhos!<br />
— Ha é? São o que então?<br />
— Nós somos os que vão comer o teu !(#@, seu filho !*( 9*#) (@#)!!!!<br />
— Que? Vocês me pagam suas bichas!</p>
<p>A famosa ladeira Washington é conhecida por duas coisas: primeira, nenhum carro estacionado lá consegue realmente ficar estacionado, pois nenhum freio no mundo agüentaria, e segunda, todo mundo que já tentou descer ela, se estatelou no final.. E era para o lado dela que todos se dirigiam.</p>
<p>— Bud! Pedala mais rápido! O Greg está quase nos atropelando!<br />
— To tentando! To tentando!<br />
— Vou empurrá-los contra a Washington! Ninguém sai vivo de lá! Hahahaha! — dizia Greg enquanto acelerava cada vez mais seu bólido.<br />
— Não faça isso Greg! Deixe eles pra lá! — falava a loira ao seu lado.</p>
<p>A medida que se aproximavam da ladeira, Greg jogava o carro cada vez mais pra cima dos dois intrépidos garotos.</p>
<p>— Joe, nós não estamos perto da ladeira Washington?<br />
— Sim Bud, mas Greg não faria o que eu estou pensando.<br />
— É, talvez, mas eu xinguei ele de filho *@#*¨&amp;@ e ele pode ter ficado&#8230;</p>
<p>Nesse momento, Greg, rindo da desgraça dos outros, deu a última chegada pra lá em Bud e este foi indo diretamente à ladeira, e nada podia fazer pois seu triciclo não tinha freios. Joe, só pode ver Greg virando para o outro lado e em seguida saiu feito um míssil atrás de seu amigo, que poderia virar presunto em poucos segundos.<br />
Mas infelizmente, como sempre acontece, deu tudo errado.</p>
<p>— Nããããããããããããããããããooooo! — gritava Joe.<br />
— Jerônimoooooooooooooooo! — exclamava Bud.</p>
<p>Joe conseguiu pegar com uma mão a mochila de Bud, mas justo nessa hora, uma roda do triciclo soltou e foi para baixo do skate de Joe e a partir daí só se viu dois corpos rolando pelo asfalto, seguidos de perto por um skate e um diciclo, pois este só tinha duas rodas agora. Depois de quase 80 rodopios, ambos chegam à esquina da rua com a avenida e são resgatados por Jackie.</p>
<p>— Nossa senhora! Garotos, vocês estão bem?<br />
— Ai, ui, ai, que dor nas costas&#8230;<br />
— Meu triciclo! Greg matou meu triciclo! Ele sofrerá por causa disso!</p>
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		<title>Pélvis, O Desiludido</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Dec 2001 13:25:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>

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		<description><![CDATA[A história de um garoto que não tinha nada a perder, nem a ganhar <a href="http://www.desde1983.com.br/2001/12/pelvis-o-desiludido/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pélvis quando nasceu, trouxe muita felicidade para seu médico, já que o desgraçado ia ganhar din-din por mais um parto. Já sua mãe pensou algo como &#8220;caralhos! mais um! não me lembro do nome do meu vigésimo sétimo filho, como vou lembrar o desse pentelho?&#8221;. Sua tia mais gorda disse que era pra botar o nome de alguém famoso, assim seria menos difícil mas igualmente menos fácil de criar ele, porque sempre aparece um Fantástico da vida pra fazer alguma reportagem. &#8220;Então porque não botar o nome daquele famoso cantor dos steits (EUA) que morreu? Como era mesmo o nome?&#8221;. Já que sua mamãe não batia muito bem da cabeça ela disse: &#8220;&#8230;vis&#8230;vis&#8230;Pélvis!&#8221;. Sua tia chata: &#8220;Isso mesmo! Não foi a toa que meu irmão se casou contigo!&#8221;.</p>
<p><span id="more-63"></span>O tempo passa e nada muda. Pélvis teve uma infância estúpida, onde nunca ganhou presentes porque nunca se lembravam de quantas bocas tinham que alimentar. Nunca foi de estudar muito, mas tinha era muito inteligente, chegando a acertar contas ligeiramente fáceis, pois seu pai não foi o mesmo dos seus irmãos, que tinham pais pagodeiros, jogadores de futebol, e sertanejos.</p>
<p>Quando completou 18 anos, sua mãe ainda não sabia o porquê que o Fantástico não tinha aparecido na sua casa. Pobre otária. Com sua teórica maioridade, Pélvis resolveu que seria outra pessoa, e que qualquer cagada que fizesse não cairia nas costas da sua mãe (o banheiro ficava em cima da cama da mãe de Pélvis). Sendo assim, saiu de casa e foi pra FEBEM, porque ele tentou roubar um pastel do seu Takakaranomuro e foi pego em flagrante.</p>
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